Uma reportagem publicada hoje pela Wired jogou luz sobre um problema bastante sério do recurso Compartilhamento Familiar (Family Sharing), da Apple, que pode ser facilmente explorado por membros mal intencionados desse grupos.
Para ilustrar melhor o problema, o veículo destacou o caso de uma mulher que viu o seu ex-marido usar o recurso como uma verdadeira arma para puni-la e monitorar os seus filhos com mão de ferro. Por segurança, seu nome foi alterado na reportagem para Kate.
De acordo com o relato, depois que Kate e seu marido se divorciaram, ele começou a monitorar os seus filhos de maneira mais acintosa, impondo limites de uso nada razoáveis durante momentos em que ela estava com as crianças e os removendo assim que elas voltavam para o pai. Ele também teria começado a questioná-la de maneira agressiva sobre os hábitos de seus filhos.
Presumi erroneamente que, por ser a mãe com a guarda legal por ordem judicial, eu poderia solicitar à Apple que transferisse meus filhos para um novo grupo familiar, comigo como organizadora.
Como o Compartilhamento Familiar permite que apenas um adulto seja o “líder” de um grupo, Kate não era capaz de alterar esses limites. Ela também não consegue remover as contas de seus filhos do grupo criado pelo pai, uma vez que isso requer o consentimento de ambos os adultos.
A solução mais fácil para esse problema, como alguns vocês já devem estar imaginando, é fazer com que as crianças abandonem suas Contas Apple atuais e passem a usar cadastros novos — esses, sim, controladas por Kate. No entanto, isso significaria perder acesso a coisas importantes como as Fotos do iCloud e apps comprados na App Store, o que não é nada conveniente.
Depois de muita insistência, as crianças conseguiram convencer o pai a desfazer o grupo, o que foi um alívio e tanto. Porém, ainda não há nenhum sinal de que a Apple fará algo para mudar o funcionamento do Compartilhamento Familiar e evitar casos como esse.
Antes disso, Kate até chegou a entrar em contato com o suporte da Apple, que simpatizou com o seu caso, mas não foi capaz de resolver o problema. Questionada pela Wired, a fabricante do iPhone não quis comentar o assunto.
via 9to5Mac

