Uma ação coletiva que acusava a Apple e a Amazon de fixar preços de iPhones e iPads ao limitar o número de revendedores permitidos dentro do marketplace da varejista americana foi rejeitada hoje pela Justiça dos Estados Unidos.
Aberto em novembro de 2022 pelo escritório de advocacia Hagens Berman, o processo argumentava que, desde que as duas empresas firmaram um acordo em 2018, o número de revendedores de produtos Apple na Amazon diminuiu em 98%, o que teria impedido descontos mais significativos.
De acordo com informações da Reuters, a decisão de arquivar o caso tem a ver com a conduta dos advogados que tocaram o caso. Em sua decisão final, a juíza distrital Kymberly Evanson disse que eles enganaram o tribunal sobre a intenção do autor original da ação, Steven Floyd, de abandonar o litígio, esticando-o de maneira artificial até que um novo autor surgisse.
As duas gigantes, vale lembrar, já haviam entrado com um pedido para que o caso fosse rejeitado em 2023, mas não tiveram sucesso.
Ao serem questionados sobre a intenção do autor original de continuar com o processo, os advogados da Hagens Berman teriam dito que ele apenas “se tornou difícil de contatar”, sem deixar claro a sua real vontade.
Em todos os momentos, o Tribunal concedeu ao advogado dos demandantes o benefício da dúvida, assumindo que as suas garantias do desejo de Floyd de permanecer no caso eram sinceras e precisas.
Tempos depois, porém, eles pediram para que Evanson não revisasse a sua decisão anterior de deixar o caso correr sob o argumento de que uma ação coletiva poderia, sim, continuar mesmo sem a participação de seu autor original.
Questionados pela Reuters, os advogados responsáveis pela ação coletiva ainda não comentaram a decisão. A Apple e Amazon, por sua vez, também não emitiram um comunicado oficial ainda.
via AppleInsider

